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Entrevista de emprego: mitos e realidades do processo seletivo

Uma entrevista de emprego é sempre um momento tenso para o candidato, por mais que se trate de uma pessoa segura, extrovertida e de ótima formação profissional. Estar ali, diante de um entrevistador, desperta receios de não dar a “resposta certa”, não preencher as expectativas da empresa. Isso tudo é normal. Mas não precisa ser assim. Para enfrentar essa situação, agir com naturalidade, ser você mesmo, é sempre o melhor caminho. Isso ajuda a manter a calma e a dar segurança. Portanto, é importante que o candidato não tente construir um personagem com a preocupação de agradar ao entrevistador. A chance de se perder é imensa.

– A entrevista nada mais é do que uma boa conversa, mas com um objetivo específico: identificar as qualidades técnicas e comportamentais, os conhecimentos profissionais e a postura pessoal de um candidato. O entrevistador quer conhecer o entrevistado. E ele é um aliado, não um adversário, está sempre na torcida para que tudo dê certo. – diz Tais Carvalho, Sócia Consultora da FESA Group.

O que é avaliado em uma entrevista de emprego

São três as categorias de entrevistas de emprego mais frequentes nos processos seletivos. As entrevistas técnicas, que avaliam as experiências e os conhecimentos técnicos do candidato, as entrevistas comportamentais, focadas nos traços da personalidade, na atitude, na postura e nas competências e a entrevista geral, que busca uma avaliação, aberta ou estruturada, dos requisitos do entrevistado. As entrevistas podem ser presenciais, ou online, através de plataformas de vídeo conferência ou mesmo redes como o Whatsapp e Facebook. Uma prática que se tornou mais frequente por conta das restrições impostas pela pandemia do coronavírus.

Qualquer que seja o modelo de entrevista, contudo, os requisitos avaliados pelo entrevistador não se alteram. Para medir a competência técnica de um candidato são considerados elementos como o domínio de idiomas (inclusive o português correto), o conhecimento de normas, procedimentos e processos técnicos específicos de sua área, das ferramentas de informática, entre outros. Já a competência comportamental é avaliada em conjunto de ferramentas de assessment, onde medem a iniciativa, criatividade, flexibilidade, relacionamento interpessoal, capacidade de liderança, facilidade de comunicação, foco no cliente e resultados demonstrados pelo entrevistado, entre outros pilares.

Lembre-se que a conversa ao longo de uma entrevista deve ser uma via de mão dupla. O entrevistador quer saber se o entrevistado é a solução para as necessidades da empresa e este deve demonstrar que é a solução que ele procura. “Por isso, é fundamental apresentar-se da melhor maneira possível. Além de dados pessoais e de formação profissional, é importante que o candidato seja firme ao expor as atividades que realizou, os sucessos que obteve, e até mesmo os aprendizados e o que busca daqui para a frente na sua carreira”, acrescenta Tais.

É importante ter em mente que, nas entrelinhas de uma entrevista, embora de maneira por vezes subliminar, muito do candidato é observado e extraído pelo entrevistador. No caso de uma vaga de liderança, por exemplo, a capacidade de gerir pessoas, de analisar situações, tomar decisões e resolver problemas e o equilíbrio emocional estão permanentemente em pauta e sendo avaliado a cada resposta, mesmo que esses temas não surjam explicitamente na conversa.

Por essa razão, é importante que o entrevistado, ao participar de um processo seletivo, além de ouvir com atenção tudo o que é dito pelo entrevistador, evitando interrompê-lo, fique sempre atento aos sinais de interesse por ele demonstrados. Ser calmo e transparente nas respostas, assumir uma postura proativa, perguntando o que achar necessário, não se intimidar em demonstrar motivação e interesse diante da oportunidade são comportamentos que podem contribuir para que a entrevista flua de forma positiva.

Como se preparar para uma entrevista de emprego

A preparação prévia do candidato para uma entrevista de emprego é fator essencial para o sucesso. Por isso, algumas regras básicas precisam ser seguidas. É positivo, por exemplo, conhecer antecipadamente a empresa para qual está se candidatando, sua área de atuação, seu mercado, os segmentos em que atua, um pouco de sua cultura. Uma consulta ao site e às redes sociais ajuda muito nessa tarefa.

Também é preciso que o candidato se cuide: esteja bem física e psicologicamente, zele pela boa aparência, usando roupas adequadas para a ocasião. Medir o tempo correto do deslocamento para não chegar atrasado, desligar o celular antes de entrar na sala – não deixar nem no silencioso – e evitar mascar chicletes ou chupar bala são medidas que parecem simples, mas que podem fazer toda a diferença no andamento e no resultado do processo seletivo.

“Todas as entrevistas servem como treino, oportunidade de desenvolvimento e networking. É importante que, bem sucedido ou não, cada um analise o seu desempenho, mas sem a preocupação de se punir, afinal todos nós podemos nos esquecer de algo ou faríamos algo diferente do que fizemos”, conclui a Tais.

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