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Saúde mental no ambiente de trabalho: o case da FESA Group.

Muitas pessoas ficam receosas de falar sobre saúde mental. Seja para contar que passam por algum problema ou mesmo para tentar ajudar um colega ou familiar. A Campanha Setembro Amarelo está aí para nos alertar sobre um tema muito importante que é o suicídio, segundo os organizadores, a Associação Brasileira de Psiquiatria, 96,8% deles causados por transtornos mentais.

Há poucas semanas, impulsionados pelas notícias da desistência da ginasta Simone Biles de participar de diversas provas Olímpicas das quais era favorita, lançamos uma enquete no LinkedIn oficial da FESAGroup para entender o que as pessoas têm feito para viabilizar o equilíbrio mental.

Descobrimos que 40% dos que responderam não fazem nada, 29% praticam esporte regularmente, 17% fazem acompanhamento psicológico e 14% cursos e treinamentos técnicos.

Ficamos impressionados o quanto ainda há por ser feito tanto individual quanto coletivamente, sob a perspectiva das empresas junto às suas equipes. Eu, como líder do departamento de pessoas de uma empresa que é especialista em pessoas, me senti na obrigação de chamar atenção para este assunto e tornar público o nosso case interno sobre saúde metal e bem-estar. É uma estrada que ainda estamos percorrendo e, se depender de mim, continuaremos por um longo caminho. Espero inspirá-los. Precisamos falar e fazer algo sobre saúde mental e bem-estar!

Antes, durante e depois da pandemia

Se tem uma coisa que eu sempre admirei na FESA Group e que me faz, cada dia mais, querer fazer parte desse time é a cultura de dar importância à essência humana. De uma forma geral, a maioria das empresas tem esse discurso, mas o importante é o que é colocado em prática. Então vamos analisar. Antes da pandemia nos víamos com frequência, mantínhamos reuniões presenciais, saímos para almoçar ou fazer happy hours juntos, e, de certa forma, conseguíamos “ler” os colegas nas entrelinhas.

Com a chegada abrupta da notícia que todos deveríamos permanecer em casa, houve um momento de adaptação. Vejam, estávamos acostumados a nos locomover de um local a outro e, invariavelmente, esse processo nos permitia nos conectar à atividade que viria depois, fosse ela ligar o computador e começar as tarefas do dia a dia ou voltar para casa e retomar a rotina doméstica e familiar.

Inicialmente, muita gente achou que o home office traria apenas benefícios: “não vou gastar mais x horas no trânsito”, “vou economizar meu ticket refeição”, entre outros. Com o passar do tempo, começamos a perceber que a cadeira nos dava dor nas costas, que os filhos atrapalhavam as inúmeras reuniões, que aquele tempo de se conectar e desconectar do trabalho estava fazendo falta porque, agora, o trabalho passava a ter 10, 12 ou mais horas.

O case da FESA Group

Depois que percebemos que “o novo normal” seria longo, decidimos implementar uma série de ações para entender a situação emocional de nossos colaboradores e como poderíamos ajudá-los a passar por esse período da melhor maneira possível. Pessoalmente, criei a rotina de ligar para cada um dos mais de 100 colaboradores para um bate-papo informal, saber sobre a família, sentimentos, pensamentos, enfim, tentava manter uma conexão com cada um deles.

Treinamento – Posteriormente, desenvolvemos um treinamento sobre gestão do tempo porque percebemos que as pessoas estavam se sentindo culpadas por realizarem atividades pessoais ao longo do dia. “Como vou parar para fazer o almoço se tenho tanto trabalho?”. Então combinamos um ritual de desligamento, ou seja, a regra era clara: deu seu horário feche o computador, vá tomar banho, passear com o cachorro, ligar para um amigo, enfim, coloque um ponto final. Também criamos Rodas de Conversa para discutir o tema do treinamento e como as pessoas estavam como estavam colocando em prática os aprendizados e como se sentiam depois disso. Os colegas começaram a se policiar no dia a dia, deixando de enviar ou responder mensagens fora de hora, criando uma rotina de início e fim das atividades e conversamos muito sobre os ganhos e as perdas desse período.

Transparência – Desde o início fomos muito transparentes em relação a tudo que estava acontecendo. Falamos sobre questões financeiras, agenda de trabalho e dificuldades coletivas e individuais.

Acompanhamento psicológico – Também disponibilizamos o benefício flexível da Vee Benefícios, uma das empresas do nosso ecossistema de soluções para RH, para que as pessoas buscassem seus próprios recursos como terapia individual, uma academia ou outra ação que melhor suprisse as necessidades individuais naquele momento.

“Respira, não pira” – Foi um projeto com a inclusão de várias ações em grupo para os colaboradores encerrarem a semana de trabalho de forma leve.  Foram diversas práticas como yoga e meditação guiada, pilates, cross funcional, cozinhando com a chef de cozinha, spining e bate-papo com nutricionista, que os colaboradores puderam escolher e tiveram quatro encontros no mês para a realização da atividade.  O projeto durou três meses e um marco importante foi que as ações fizeram com que alguns colaboradores descobrissem um novo hobby ou iniciassem uma atividade para desestressar.

Comemoração dos 26 anos da FESA – no último mês de junho a FESA Group completou 26 anos. Para celebrar, convidamos o Marcio Balas, precursor do Drs. Da Alegria para conversar com a gente e, claro, nos fazer rir. Ele falou muito sobre a arte do improviso, sobre o quanto nos permitimos errar, quanto estamos de fato abertos para novo, entre outros temas que por algumas horas nos fez lembrar do nosso propósito de impactar positivamente a vida das pessoas, começando pelas nossas próprias vidas.

E depois?

Bom, como disse anteriormente, essa é uma estrada que ainda estamos percorrendo. No momento, definimos reabrir os escritórios em uma jornada híbrida, com todos os cuidados de segurança para incentivar a troca do dia a dia que é tão rica em nosso negócio.

Acreditamos que o contato humano e a leve sensação de normalidade irão ajudar muito na questão de saúde mental e interação entre novos colaboradores.

O que é importante reforçar é que estas não são ações pontuais por conta da pandemia. Planejamos realizar ações recorrentes e diferentes, pois a situação pela qual temos passado só reforça nosso cuidado genuíno com as pessoas e a certeza de que a saúde mental é um ponto muito importante e deve ser um cuidado de todas as empresas e não somente do indivíduo.

Afinal, o que move a FESA são pessoas, e a transformação começa dentro de casa.

Por Fernanda Azzi, Head de RH e Sócia da FESA Group.

Para mais informações sobre a campanha acesse: https://www.setembroamarelo.org.br

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