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Predominantemente masculina, a área de energia ainda tem muito o que investir na diversidade de gênero

Aparentemente, falar de diversidade ou mesmo mulheres em cargos de gestão é um lugar comum. Esse é um dos assuntos mais observados pelas empresas que estão atentas às tendências e necessidades do mercado de RH. Entretanto, quando nos deparamos com os resultados do levantamento de executivos de alta gestão na área de energia, desenvolvido pela FESA Group ficamos com a certeza de que, sim, muito ainda precisa ser discutido sobre o assunto.

O estudo considerou as 25 maiores empresas de energia atuando no Brasil, nos setores de geração, transmissão, distribuição e comercialização, mapeando um total de 238 profissionais. O resultado mostra que 19% dos cargos são exercidos por mulheres, sendo que apenas 6% atuam nas posições de negócios, como CEO ou líder das áreas de Operações, Manutenção, Novos Negócios ou Engenharia / Construção.

Se levarmos em consideração outras posições corporativas, como nas áreas Jurídico/Regulatório, RH, Financeiro ou Comunicação, o número de mulheres chega a 13%. Ainda segundo mostra o estudo feito pela empresa, o segmento de Distribuição é o mais inclusivo, com 31% de mulheres na gestão. Em seguida, Geração de Energia apresenta 23%, enquanto os setores de Transmissão e de Comercialização apresentam apenas 13% e 12% de mulheres no C-level, respectivamente.

Em relação à origem do capital, as empresas mais inclusivas são as de capital europeu, com uma média de 39% de mulheres na alta liderança, enquanto empresas de origem brasileira e norte americana apresentam 22% e 11% de mulheres, respectivamente.

Conversamos com a Luísa Moreira, diretora de operações da EDF Renewables, empresa de origem francesa, que tem um time com 42% de representatividade feminina, sendo que no Conselho de direção 50% das cadeiras são ocupadas por mulheres. A executiva afirma que é um grande desafio trabalhar em uma área majoritariamente masculina, mas que ao longo da vida conheceu e trabalhou com mulheres inspiradoras.

“A representatividade de ter mulheres ocupando cargos de liderança é importante para encorajar e para demonstrar que esse lugar também pode pertencer a outras mulheres”, afirmou Luísa.

Por Thayanie Ujino, Managing Partner e Diego Lopes, Associate Director & Partner da FESA Group.

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