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Energia renovável: perspectivas de trabalho em um mercado em expansão

Cada vez mais, as organizações buscam hoje adaptar-se aos conceitos da gestão ESG. E a busca por fontes renováveis de energia, especialmente eólica e solar, faz parte desse processo e cumpre um importante papel transformador, movimenta o setor energético e cria perspectivas promissoras para os profissionais dessa área. Sim, o mercado de trabalho em energia está em forte ascensão, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo.

De acordo com dados da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena), organização intergovernamental com mais de 170 membros, com sede nos Emirados Árabes Unidos, os empregos na área de energia renovável vêm crescendo contínua e globalmente desde 2012.

O último Renewable Energy and Jobs, levantamento estatístico anual publicado pela entidade, revela que o setor fechou o ano de 2019 empregando 11,5 milhões de pessoas, direta e indiretamente, quase 500 mil postos de trabalho a mais do que no ano anterior.  E o que é melhor: o Brasil, ao lado de China, Estados Unidos, Índia, Alemanha e Japão coloca-se como um dos principais empregadores globais na cadeia de energia renovável. Juntos esses países representam 70% de todo o volume de empregos no mundo.

Uma série de medidas adotadas nos últimos anos contribuiu para o fortalecimento do setor energético no país. Entre elas, destacam-se a adoção de uma política efetiva de incentivo à produção de energia renovável; o aprimoramento do regulatório, que permitiu um planejamento de longo prazo e gerou segurança jurídica às concessionárias, produtoras e distribuidoras; e a ampliação do mercado livre de comercialização de energia, que aumentou a competitividade e a eficiência econômica.

O resultado é que o investimento em expansão e a utilização dessas novas fontes tem crescido de maneira rápida e constante. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, em apenas dois anos, de 2018 a 2020, a produção de energia solar registrou um aumento de 92%, enquanto a energia eólica apresentou evolução de 15,5%. Com isso, incrementou-se, também, a procura por profissionais capacitados para o desenvolvimento, a operação e a gestão do sistema energético, seja de nível técnico, seja de nível superior, com o surgimento de novas oportunidades no mercado.

Perspectivas para o mercado de trabalho

– O crescimento do setor energético, ao mesmo tempo em que abriu novas perspectivas, expôs a carência de profissionais realmente qualificados para atuar em um mercado altamente técnico e especializado. Em todas as etapas da cadeia energética, projeto, instalação, operação, montagem, manutenção, distribuição e comercialização, empresas desenvolvedoras, produtoras e distribuidoras têm forte potencial de expansão nos próximos anos, oferecendo oportunidades de trabalho, mas exigindo qualificação – diz Diego Lopes, Associate Director & Partner da FESA Group.

“O ritmo de crescimento é tamanho, que as empresas não tem tempo hábil para desenvolver suas futuras lideranças internamente e há necessidade constante de se buscar os talentos no mercado. Um dos fatores que indicam esta expansão é o fato de que entre 2018 e 2020, 71% das posições conduzidas na área de Energias Renováveis foram posições novas nas estruturas de nossos clientes, que se tornaram necessárias devido ao franco crescimento em que se encontram.”

Foi exatamente para atender a essa nova demanda, que cresceu substancialmente a busca por executivos para as áreas de Engenharia, de Construção e de gestão Fundiária e Ambiental. Áreas de suporte, como Finanças, Supply Chain e Data Science, além de profissionais das mais variadas formações acadêmicas, como administradores, meteorologistas, advogados, entre outros, também têm registrado aumento no número de processos seletivos.

– A implementação de um outro conceito importante, o da geração distribuída, também tem causado impacto direto no mercado de trabalho de energia. Ao permitir que consumidores industriais, comerciais ou residenciais compartilhem a energia solar gerada por uma única fonte próxima ao local de consumo, este modelo capilarizou o sistema, ampliando a utilização da energia solar e elevando a necessidade de pessoal especializado para operação e manutenção dos sistemas – o investimento em Geração Distribuída tem se popularizado com agilidade e cada vez mais empresas e consumidores pessoa física despertam para o seu potencial, seja devido às questões ambientais, ou aos potenciais ganhos financeiros que podem ser muito positivos a médio prazo. O segmento já é uma realidade no país e tende a triplicar de tamanho em um período de 2 a 3 anos, acrescenta Diego.

O fato é que, por ser um mercado novo, em permanente mutação seja pelos avanços da tecnologia ou pelas mudanças constantes no arcabouço legal, a energia renovável exige dos profissionais muito mais do que conhecimento técnico, que obviamente deve ser profundo. Mas habilidades relacionais, sociais e emocionais, além da capacidade de adaptação a mudanças, mais do que nunca são requisitos que vão fazer a diferença para quem quer se dar bem trabalhando nesse setor.

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